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quarta-feira, 3 de outubro de 2007

É pra ficar com tontura.


Linha do Horizonte Inclinada, de
Luciana Menz

Uma das obras da Série Linha do Horizonte, que esteve na mostra do Espaço Cultural dos Correios, em 1999.

sábado, 29 de setembro de 2007

Apresentação do meu trabalho

Força da Gravidade

A paisagem esteve continuamente presente na História da Arte, procurando registrar a natureza humana de várias épocas. A mitologia, as simbologias, as questões culturais e ideológicas de muitos povos, sempre, foram evocados, intrinsecamente, nas formas paisagísticas da Arte, revelando o produto de uma determinada concepção humana. A paisagem já funcionou como cenário de temas religiosos, mitológicos, sociais e oníricos. Foi o principal elemento para o registro da experiência visual da realidade. Hoje, ela reaparece não mais para definir o local e seus costumes, mas levantar questões atuais, por meio de uma articulação formal contemporânea.

A paisagem, que traduzo na obra, evoca os conceitos humanos como a Força da Gravidade, fenômeno estudado pela Física. Ela apresenta-se como um elemento de expressão plástica, dando um novo efeito visual à sua imagem, através de linhas e planos verticais alongados. Essas formas também, configuram-se na superfície da tela, através da colagem de barbantes, fitas ou ataduras. A Força da Gravidade é apresentada como elemento geométrico autônomo e se organiza na obra, gerando ritmos, planos, texturas e volumes variados. A paisagem dialoga com as formas verticais, criando uma nova visão do espaço, que está alongando-se, multiplicando-se, fragmentando-se e organizando-se de uma outra maneira, para formar um novo contexto visual, com muita dualidade entre realidade e abstração, visão e idéia.


Todas estas questões atuam na Arte Contemporânea, uma vez que na obra não há um conjunto, uma unidade de valores da arte, mas uma série de posicionamentos e visões, caracterizados pela fragmentação do mundo no qual o sujeito está inserido.